Revista Desporto Inclusivo
DEFCON poder
DEFCON poder
Locutor de Rádio e Animador
O Paulo Fragoso passou a manhã de 21 de dezembro de 2019 com os atletas, familiares, voluntários, profissionais e dirigentes da APCAS-Associação de Paralisia Cerebral de Almada Seixal… Em conjunto experimentaram e praticaram várias atividades desportivas: boccia, slalom em cadeira de rodas, tricicleta, polybat, etc… Aqui fica o seu testemunho a acerca desta experiência!
Um agradecimento muito especial ao Amigo Paulo Fragoso!

Alguma vez imaginou que pudesse existir uma diversidade de modalidades específicas e/ou adaptadas a pessoas com deficiência e às suas caraterísticas?
Eu acho que tomei consciência da diversidade que existe depois de ter passado esta manhã convosco e depois de uma busca no Google sobre o assunto, tenho que confessar…. Acho que todos temos conhecimento que existem os Jogos Paralímpicos, onde aliás, Portugal traz sempre imensas medalhas, mas a diversidade vai muito além das modalidades olímpicas. É muito bom saber que uma pessoa com deficiência não tem desculpa para não praticar um desporto, logicamente adaptado à sua condição.
Já conhecia ou tinha experimentado alguma das modalidades?
Já conheço o Boccia que já tinha jogado exatamente porque a APCAS me apresentou a modalidade, e da qual fiquei fã, só que desta vez, apresentaram-me um outro jogo, o Polybat ou Ténis de Mesa Lateral, do qual fiquei ainda mais fã. Gostei, gostei realmente…
Qual a modalidade que considerou mais fácil de praticar? E a mais difícil?
O Polybat talvez seja o mais fácil de jogar, embora exigente a nível de concentração. O Boccia é talvez mais difícil porque é preciso, é precisão! E claro, pontaria.
Quais as maiores dificuldades sentidas ao praticar as diferentes modalidades com os respetivos atletas?
A maior dificuldade foi talvez a adaptação à cadeira de rodas. É preciso adquirir a destreza de andar de cadeira… E praticar um desporto, mesmo o Boccia, em que o jogador está parado, a cadeira tem que estar naquele ângulo certo para que as bolas caiam no sítio certo… Isso foi um contra! A prova disso foi o slalom em cadeira de rodas, que, é preciso não só força como também muita agilidade.
Considera que o desporto tem ainda barreiras a eliminar?
Acho que as barreiras a eliminar são mais no aspeto das mentalidades na sociedade. Uma pessoa deficiente não é sinónimo de inválida e, portanto, todo e qualquer desporto é praticável por pessoas deficientes. É um meio importante de integração e sobretudo de reabilitação, quer psicológica, quer social, quer física, de toda e qualquer pessoa com deficiência.
Se tivesse que transmitir aos seus ouvintes da rádio, a importância do desporto adaptado/inclusivo, que diria?
Diria que o desporto é mesmo para todos e é fundamental ainda mais para as pessoas com deficiência, muitas vezes bem se pode dizer, marginalizadas pela sociedade. O desporto tem o dom de aproximar nações, sabemos disso… de aproximar culturas, e consequentemente, as pessoas, sejam ou não portadoras de deficiência. É uma preciosa ajuda não só na inclusão, como também e em especial, um importante meio para atingir o bem-estar físico, psicológico e social. Para finalizar diria que é de extrema importância pessoas com deficiência estarem em pé de igualdade, terem as mesmas oportunidades e serem aceites de igual modo que os “não deficientes”. Isto não só no que ao desporto diz respeito, mas às questões da sociedade em geral, que, infelizmente, ainda tem algum caminho a percorrer quando o assunto é “pessoa deficiente”.


Revista DEFCON Poder da APCAS-Associação de Paralisia Cerebral de Almada Seixal, cofinanciada pelo Programa de Financiamento a Projetos do Instituto Nacional para a Reabilitação!
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