Revista Transportes e Acessibilidades
DEFCON poder
DEFCON poder
À EMPRESA TST TRANSPORTES SUL DO TEJO





No âmbito do CAARPD da APCAS, foi realizada uma visita e uma entrevista à Transportes Sul do Tejo, no sentido de analisar o acesso das pessoas com mobilidade reduzida aos transportes públicos.
A TST está localizada na Rua Marcos de Portugal, Laranjeiro, e desenvolve a sua atividade na Península de Setúbal, com uma área de atuação de 1600km2 e abrangendo os concelhos de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal.
Ao longo da visita explicaram-nos um pouco sobre a gestão da empresa e mostraram-nos as suas instalações, desde as oficinas de manutenção dos autocarros até à zona de controlo de tráfego das carreiras na margem sul.
Durante a entrevista, colocaram-se as seguintes questões:
Têm as condições necessárias para transportar pessoas com mobilidade reduzida?
(…) as viaturas que estamos a receber já vêm, muitas delas, equipadas com condições. Contudo, como a utilização das rampas [dos autocarros] não é diária ou não é muito vulgar, esses equipamentos, por vezes, ficam emperrados pela falta de utilização e requerem uma manutenção mais diligente e mais contínua para estarem operacionais quando forem precisos. Mas as viaturas que estamos a receber continuamente já têm condições.
Que adaptações foram implementadas ao longo dos anos para transportar estas pessoas?
(…) como trabalhamos com autocarros, estes são veículos de fábrica, portanto quando têm uma rampa esta vem logo de fábrica, não é uma adaptação, normalmente não é uma adaptação. Como estas questões da mobilidade estão cada vez mais presentes e na ordem do dia, este tipo de veículos, hoje em dia, já vêm equipados a pensar na mobilidade reduzida. Portanto, a tendência é que cada vez mais os veículos estejam apetrechados para transportar pessoas com mobilidade reduzida. [Pergunta: As rampas são todas manuais?] Sim, são todas
manuais, mas um ou dois carros já têm automáticas, os que fazem as carreiras de Lisboa. [Pergunta: Os autocarros inclinam?] Penso que sim, alguns carros já vêm com essa situação.
Que medida considera essencial para potenciar uma rede de transportes públicos acessível a pessoas com mobilidade reduzida?
Da nossa parte, para além das questões ambientais que são uma preocupação (…) a mobilidade é também uma preocupação que temos e que passa muito pelas viaturas estarem apetrechadas com as valências necessárias que permitem a pessoas com mobilidade reduzida terem facilidade para entrar e sair das viaturas. Também passa muito pela educação dos funcionários, educação no sentido cívico, para estarem preparados a auxiliar as pessoas com dificuldades. Considera-se que a resposta e o segredo está numa solução integrada entre o urbanismo e os meios de transporte.
Em suma, esta entrevista foi importante, porque nos permitiu saber um pouco mais sobre a rede de transportes públicos na margem sul e percebemos qual é a posição da TST sobre este assunto. A TST mostrou-se disponível para ouvir e receber as opiniões dos clientes.
Agradecemos a disponibilidade de toda a equipa da Transportes Sul do Tejo pelos esclarecimentos e pela receção carinhosa.
Autores: Rodrigo Celestino e George Ionel
Revista DEFCON Poder da APCAS-Associação de Paralisia Cerebral de Almada Seixal, cofinanciada pelo Programa de Financiamento a Projetos do Instituto Nacional para a Reabilitação!
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