Revista
Papel das Famílias na Vida da PCD
DEFCON poder
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DEFCON Poder
A família tem um papel preponderante no desenvolvimento global da pessoa com deficiência, enquanto indivíduo e sujeito integrado numa sociedade. Por tal, deixamos um conjunto de dicas e conselhos para fomentar a autonomia e inclusão da pessoa com deficiência.
1. É importante demonstrar preocupação, através de perguntas com interesse genuíno.
Para além das perguntas a escuta ativa – ouvirmos com atenção – é muito importante pois valorizamos aquilo que sentem. Questionar é realmente um sinal de preocupação pois vamos querer saber mais para puder ajudar e compreender.
2. É importante partir do princípio que as pessoas com deficiência conseguem fazer as coisas, e não o contrário.
Claro que sim, ter uma deficiência não é sinal de incapacidade, pois alguém com deficiência pode ser tão ou mais válido do que alguém sem deficiência. Podem não fazer igual, mas fazem diferente e fazem.
3. É importante que as pessoas nos deem valor e reconheçam as nossas competências.
Devemos ser reconhecidos por aquilo que somos enquanto pessoas. Não devemos permitir que nos tratem com menos valor ou com menos respeito – só pelo facto de termos alguma deficiência. Somos válidos e sabemos que podemos fazer, basta permitirem-nos e darem-nos oportunidades para o fazer.
4. Dar oportunidade de nós fazermos sozinhos. É assim que aprendemos. Se fizerem sempre por nós, nós nunca vamos aprender.
Cada um de nós tem um caminho a fazer, devemos ser ensinados e depois darem-nos autonomia para fazermos sozinhos. Ao fazermos, devemos assumir uma responsabilidade e ter a noção que somos seres humanos e podemos errar, mas aprender com isso. E todos os dias aprendemos para melhorar…
5. A inclusão começa na própria família. É importante que nos tratem como iguais.
A família é um sistema dinâmico, com regras próprias, dinâmicas únicas e emoções essenciais para o desenvolvimento. Será no seio da família que começa a aprendizagem, pois são os adultos que fornecem as ferramentas para tal. Se a família não fomentar a inclusão, não é possível ela acontecer. Antes de tudo, a família tem de aceitar, perceber e contribuir para essa inclusão, pois é aí que reside a diferença. De que serve sentir-me incluída, se a minha própria família não o faz?
É na família que se constrói a diferença, é a família que transmite esses valores, é a família a primeira base segura de uma vida inclusiva.
Ter deficiência é ser igual em amor, carinho e necessidades básicas – que começa na família.
Autores: Paula Nunes;
Filomena Pereira e Margarida Tomé (Psicólogas do Centro de Atendimento, Acompanhamento e Reabilitação Social para Pessoas com Deficiência e Incapacidade da APCAS)
Revista DEFCON Poder da APCAS-Associação de Paralisia Cerebral de Almada Seixal, cofinanciada pelo Programa de Financiamento a Projetos do Instituto Nacional para a Reabilitação!
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